Língua Portuguesa — CACD 2016
CEBRASPE · CACD – 1ª fase (TPS) · 56 itens · julgue cada item como Certo ou Errado
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Cadastre-seTexto II
Walnice Nogueira Galvão. Indianismo revisitado. In: Esboço de figura – Homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979, p. 379-89 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto II, julgue (C ou E) os itens subsecutivos.
- 1.
A autora considera que o romance Maíra é uma incursão do romancista e antropólogo Darcy Ribeiro pelo épico e opina que um “narrador coletivo índio” (l.44) é responsável pelos melhores trechos da mencionada obra literária.
- 2.
Ao afirmar que o “índio não teve muita sorte na literatura brasileira” (l.1), a autora indica que a representação literária dos personagens indígenas em romances brasileiros foi marcada pela presença do iñaron, “estado de fúria sagrada, associado ao sofrimento excessivo” (l. 20 e 21).
- 3.
Ao comparar a representação do índio na literatura brasileira com a do índio na literatura hispano-americana, a autora conclui que romances com percepção antropológica costumam ser mais raros e tendem a incursionar pelo épico.
- 4.
Conforme o texto, iñaron é palavra tupi que não é apropriada para denotar o sofrimento de todas as tribos indígenas, mas poderia denotar os sentimentos de fúria de heróis gregos como Agave e Aquiles.
Texto II
Walnice Nogueira Galvão. Indianismo revisitado. In: Esboço de figura – Homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979, p. 379-89 (com adaptações).
Acerca das relações semântico-sintáticas e do vocabulário do texto II, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 5.
Na oração que inicia o segundo parágrafo, o verbo concorda com o primeiro núcleo do sujeito posposto, concordância verbal abonada pela gramática normativa.
- 6.
Os termos “trágico” (l.15), “de Uirá” (l.16) e “deste século” (l.16) exercem a mesma função sintática, na oração em que ocorrem.
- 7.
Mantendo-se a correção gramatical do texto, o segmento “fora transformado em filme” (l. 11 e 12) poderia ser reescrito da seguinte forma: foi transposto para o cinema.
- 8.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto, a expressão “contar nos dedos das mãos” (l.6) poderia ser substituída por contar pelos dedos.
Texto I
Alexandre Eulálio. A aventura brasileira de Blaise Cendrars. São Paulo: Quíron, 1978, p.14-6 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens a seguir, relativos às ideias desenvolvidas no texto I.
- 9.
Ao fazer referência à “moda primitivista” (l.34), Alexandre Eulálio trata do Brasil, “país novo, quase um desconhecido de si mesmo” (l. 14 e 15), que fascinava a imaginação de Blaise Cendrars.
- 10.
Os títulos de Blaise Cendrars citados no texto, tais como Les Pâques à New York, Prose du Transsibérien e Panama, salientam a tendência do poeta suíço para os comentários sobre viagens, em sua obra, e seu interesse em conhecer lugares.
- 11.
Conforme o texto, Blaise Cendrars deixou-se influenciar pelos temas nativistas e pelo “vasto folclore nacional” (l.53) que encontrou ao chegar ao Brasil e manter contato com os compositores do país.
- 12.
O autor do texto informa sobre a criativa parceria de Darius Milhaud, Paul Claudel e Blaise Cendrars, determinante para a composição de obras coletivas dos três artistas.
Texto I
Alexandre Eulálio. A aventura brasileira de Blaise Cendrars. São Paulo: Quíron, 1978, p.14-6 (com adaptações).
Cada um dos itens subsequentes apresenta um trecho do texto I, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue cada item como certo (C), se sua reescrita mantiver as informações originais do trecho, ou como errado (E), se essa reescrita acarretar prejuízo às informações originais.
- 13.
“É depois da publicação da Anthologie que o compositor Darius Milhaud, interessado pelo jazz desde o final da guerra, procura a colaboração do poeta para um balé de tema negro que deseja compor.” (l. 35 a 38) — O compositor Darius Milhaud, interessado pelo jazz desde o final da guerra, busca, após a publicação da Anthologie, a cooperação do poeta, para um balé de tema negro que deseja compor.
- 14.
“É preciso não esquecer também algumas plaquettes ilustradas pelos pintores cubistas mais conhecidos, e que os colecionadores disputam.” (l. 29 a 31) — É necessário não esquecer também que os colecionadores disputam algumas plaquettes, ilustradas pelos pintores cubistas mais conhecidos.
- 15.
“A síntese psicológica e cultural, a paisagem humana feita de contrastes tão variados do Brasil teriam de exercer gradativamente sobre Cendrars atração irresistível.” (l. 17 a 19) — Teriam de exercer atração gradualmente irresistível sobre Cendrars a paisagem humana constituída de contrastes do Brasil tão variado, a síntese da psicologia e da cultura.
- 16.
“‘Ah, o Brasil, que país!’, exclama uma personagem de La Vie Dangereuse. ‘Que país, esse Brasil!’, repetirão, com diferentes entonações, o melancólico capitão de longo curso, um agente da Terceira Internacional, a mulher de um diplomata reformado.” (l. 1 a 5) — Uma personagem de La Vie Dangereuse exclama: “Ah, o Brasil, que país!”. O taciturno capitão de longo curso, um agente da Terceira Internacional, a mulher de um diplomata reformado reiterarão em distintas entonações: “Que país, esse Brasil!”.
Texto II
Walnice Nogueira Galvão. Indianismo revisitado. In: Esboço de figura – Homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979, p. 379-89 (com adaptações).
Considerando as relações semântico-sintáticas estabelecidas no texto II, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 17.
As relações semântico-sintáticas no período “Nas Bacantes, do mesmo autor, Agave, fora de si, participa do desmembramento de seu filho adulto, Penteu, rei de Tebas” (l. 26 e 27) sustentam a inferência de que Agave tinha mais de um filho e apenas um deles era adulto.
- 18.
Infere-se do texto que, na tribo Urubu-Kaapor, a fúria sagrada se manifesta sempre que um parente, em especial, um filho, morre, o que, por consequência, demonstra que os índios dessa tribo valorizam os laços familiares e não aceitam a impermanência da existência humana.
- 19.
A oração reduzida iniciada pelo gerúndio “incluindo” (l.10) poderia ser corretamente substituída pela seguinte oração desenvolvida: no qual se inclui vários trabalhos sobre os índios.
- 20.
O trecho “viceja um esplêndido indigenismo” (l.3) indica que, para a autora, prosperou na literatura hispano-americana, durante todo o século XX, a imagem do índio como herói, como bom selvagem, ou seja, como elemento diferenciador da identidade de nações sul-americanas.
Texto III
Ariano Suassuna. A pedra do reino. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3.ª ed., p. 27-30 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto III, julgue (C ou E) os próximos itens.
- 21.
O narrador classifica Tobias Barreto de “excelso Gênio brasileiro” (l.32) por este haver escrito um romance que não expressou a índole de um povo superficial, uma vez que a narrativa se revelou enigmática e sangrenta.
- 22.
O narrador do texto apresenta um “insolúvel enredo de ‘romance de crime e sangue’” (l. 24 e 25), a partir de um episódio familiar, constituído pela degola do seu padrinho e pelo rapto de Sinésio.
- 23.
Para o narrador, a formação territorial do Brasil foi um ato de bravura que poderia fazer os brasileiros ultrapassarem os feitos narrados por Homero.
- 24.
Conforme o narrador, brasileiros como Nicolau Fagundes Varela e Tobias Barreto escreveram contra os brasileiros, incapazes, para ambos, de decifrar os enigmas do país e de fazer aparecer um romance de gênio.
Texto II
Walnice Nogueira Galvão. Indianismo revisitado. In: Esboço de figura – Homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979, p. 379-89 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relacionados às ideias desenvolvidas no texto II.
- 25.
Ao citar exemplos da literatura grega antiga, Walnice Nogueira Galvão indica que a organização tribal é capaz de gerar conflitos e tensões que transcendem o Brasil ou o espaço hispano-americano.
- 26.
Tanto o romance Maíra quanto o relato de Uirá exibem enredos marcados pelas dificuldades enfrentadas por tribos indígenas, atingidas por flagelos trazidos pela civilização não indígena.
- 27.
Com o trecho “encontram-se, estonteados, os índios” (l.37), a autora do texto evidencia o confronto entre o “capitalismo selvagem no país” (l. 33 e 34) e a cultura indígena.
- 28.
Ao afirmar que “o índio está mais vivo do que nunca em sua conexão com a literatura” (l. 49 e 50), a autora defende que romances como Maíra têm o mérito de salvar tribos e civilizações indígenas das forças destrutivas que predominam nas sociedades.
Texto III
Ariano Suassuna. A pedra do reino. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3.ª ed., p. 27-30 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens subsequentes, relativos às ideias desenvolvidas no texto III.
- 29.
Em “somos incapazes de forjar uma verdadeira trança, uma intrincada teia” (l. 23 e 24), a palavra “trança” foi empregada no sentido de trama.
- 30.
Em “E comenta, ácido” (l.39), a palavra “ácido” foi empregada, com ironia, para ridicularizar o Desembargador Pontes Visgueiro, criminoso de Alagoas.
- 31.
O trecho “Até na estatística criminal o nosso país revela-se mesquinho” (l. 42 e 43), atribuído pelo narrador a Tobias Barreto, indica que os ‘irônicos estrangeiros’ ridicularizam a pouca capacidade dos brasileiros de conhecerem a realidade em que vivem.
- 32.
Além de revelar sua identidade e algumas de suas alcunhas, o narrador do texto declara-se apto a, com sua história, superar os irônicos, sejam eles estrangeiros ou não.
Texto I
Alexandre Eulálio. A aventura brasileira de Blaise Cendrars. São Paulo: Quíron, 1978, p.14-6 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto I, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 33.
Darius Milhaud, compositor que exerceu funções diplomáticas no Rio de Janeiro, inspirou-se na música popular carioca para compor o Boeuf sur le Toît.
- 34.
Porquanto, conforme o texto, Blaise Cendrars era “Viajante sem bagagem e sem descanso” (l.8) e exibia “o irônico desprendimento do turista ocasional” (l.73), é correto concluir que o “poeta do Transiberiano” (l. 8 e 9) viajava ao acaso, sem que o motivasse maior curiosidade pelos lugares a que se dirigia.
- 35.
O trecho “paisagem deveras anônima” (l. 64 e 65), que apresenta expressão atribuída a Gobineau, faz referência a um lugar novo e ainda desconhecido, tendo sentido similar ao do trecho “um mundo inteiramente inédito” (l. 63 e 64).
- 36.
Segundo o autor do texto, Blaise Cendrars foi instigado a viajar ao Brasil devido à existência, no país, de ritmos musicais exóticos, entre os quais o maxixe.
Texto III
Ariano Suassuna. A pedra do reino. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3.ª ed., p. 27-30 (com adaptações).
Com referência ao texto III, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 37.
No trecho “porque eu, Dom Pedro Quaderna” (l.54), a conjunção “porque” é expressão de realce, empregada de modo expletivo, visto que não estabelece relação entre a oração que ela introduz e outra oração do período.
- 38.
Sem prejuízo da informação veiculada no relato e da correção gramatical do texto, a vírgula empregada logo após “janelas” (l.2) poderia ser substituída pelo conector e.
- 39.
No sintagma “os ‘irônicos estrangeiros’” (l. 21 e 22), o vocábulo ‘irônicos’ é o núcleo do sujeito, o que é confirmado pelo emprego de “irônico” em “desafio qualquer irônico” (l.58).
- 40.
No excerto apresentado, são exemplos do uso da linguagem formal escrita: a construção com o pronome relativo “cujos” (l.56) e o emprego da forma verbal “faça” na oração “antes que eu o faça” (l. 60 e 61).
Texto IV
Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto IV, julgue (C ou E) os seguintes itens.
- 41.
O autor do excerto valoriza a simplicidade do poema Juca Mulato, comparando-a à das sinfonias de Beethoven e à dos dramas musicais de Wagner, o que faria aumentar a receptividade dessas obras.
- 42.
Embora afirme que os versos de Juca Mulato “Não são versos agradáveis, suaves ou elegantes” (l.42), o autor do texto os considera marcantes.
- 43.
Segundo Alceu Amoroso Lima, a “simplicidade radical” (l.76) de Juca Mulato, julgado comovente, não estimula a crítica a buscar nem “símbolos problemáticos” (l.69) nem “filosofias arbitrárias” (l. 69 e 70) na análise do poema.
- 44.
A afirmação de que “O caráter desse livro se conserva pela ressonância que tem” (l. 41 e 42) indica que, para o crítico, os versos de Juca Mulato se perpetuam caso sejam lidos em voz alta ou declamados.
Texto IV
Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos a acentuação de palavras e a aspectos gramaticais do texto IV.
- 45.
Os pronomes demonstrativos “isso” (l.47) e “esse” (l.48) retomam, respectivamente, o sentido de julgar e decompor as obras e o de processo. POLÍTICA INTERNACIONAL
- 46.
A forma “pôde” (l.22) poderia ser corretamente substituída por pode, visto que o seu tempo verbal é depreendido pelo contexto do parágrafo e que o acento nela empregado é opcional.
- 47.
No texto, com a expressão “essa arte de titãs” (l.62), o autor faz referência à arte da música.
- 48.
No trecho “É certo que a evidência da beleza não pode ser em arte um critério axiomático” (l. 57 a 59), tanto o termo “certo” quanto o termo “axiomático” caracterizam, respectivamente, referentes que constituem sujeitos oracionais.
Texto IV
Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto IV, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 49.
No período “Ganhou com isso (...) um eco natural” (l. 78 a 81), o sinal de dois-pontos poderia ser substituído por um travessão, sem que o sentido do texto e sua correção gramatical fossem prejudicados.
- 50.
Seriam mantidos o sentido original e a correção gramatical do trecho “se bem que a intuição íntima e a explicação individual sejam imprescindíveis” (l. 62 e 63), caso a expressão “se bem que” e a forma verbal “sejam” fossem substituídas, respectivamente, pelo termo porquanto e pela forma verbal são.
- 51.
O trecho “se não corrente” (l.4) poderia ser corretamente substituído por se não for corrente, preservando-se o sentido original do texto.
- 52.
A inserção de uma vírgula logo após “impossível”, em “um mal de amor impossível que leva a alma à desesperança” (l. 70 e 71), obrigaria à interpretação de que todo mal de amor impossível leva a alma a tal consequência.
Texto IV
Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto IV, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 53.
Na percepção do autor do texto, a simplicidade do poema Juca Mulato resulta da combinação entre a “obsessão do isolamento” (l.31) e os “modelos estranhos” (l.32) à criação literária.
- 54.
Alceu Amoroso Lima salienta a presença da tradição helênica no poema Juca Mulato, de Menotti del Picchia, marcante pela simplicidade, pela sobriedade e pelo caráter.
- 55.
O autor do excerto afirma que a crítica precisa levar em conta a intuição no julgamento e na análise da obra de arte.
- 56.
Ao afirmar que Menotti del Picchia “procurou a naturalidade e não a arte” (l.18), o autor do texto indica que Juca Mulato é um “poema simples” (l.56), destituído de qualquer valor artístico.
Quer responder e ver o gabarito comentado?
Na Lumen você marca Certo ou Errado, vê o gabarito e o comentário de cada item, acompanha seu desempenho por matéria e estuda pelo edital verticalizado.
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