Língua Portuguesa — CACD 2015
CEBRASPE · CACD – 1ª fase (TPS) · 56 itens · julgue cada item como Certo ou Errado
Quer responder e ver o gabarito comentado?
Na Lumen você marca Certo ou Errado, vê o gabarito e o comentário de cada item, acompanha seu desempenho por matéria e estuda pelo edital verticalizado.
Cadastre-seGraciliano Ramos. In: Thiago Mio Salla (Org.). Garranchos/Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 138-9 (com adaptações).
Com base nas ideias desenvolvidas no texto anterior, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 1.
Graciliano Ramos, ao mencionar fatos que revelam a influência da visão eurocêntrica na literatura de ficção produzida no Brasil, aponta a “falta de caráter dos brasileiros” (l. 7 e 8), expressão em que, dados os sentidos do texto, o vocábulo “caráter” deve ser interpretado na acepção de falta de qualidade peculiar.
Item anulado pela banca
- 2.
Depreende-se do texto que, segundo o autor, a colonização cultural no Brasil ultrapassou o período da colonização política, fato evidenciado na dificuldade de afirmação da identidade literária brasileira.
- 3.
A sentença “José Veríssimo construiu um candeeiro em não sei quantas páginas” (l. 16 e 17) é metáfora que expressa a crítica de Graciliano à descrição pormenorizada utilizada por José Veríssimo, em detrimento da construção de personagens verossímeis e de obras em cujo enredo ações e diálogos fossem adequados às figuras nelas retratadas.
- 4.
A frase “Tivemos damas das camélias em segunda mão” (l. 13 e 14) expressa, em linguagem figurada, o que Graciliano denomina “contrafação de literaturas estranhas” (l.34) e, como indica o emprego da expressão “em segunda mão”, o desapreço do autor à produção literária que revelava tal influência.
Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 5.
O verbo circunscrever foi empregado no primeiro período do segundo parágrafo com o sentido de originar, ser a causa de, derivar.
- 6.
Dados os sentidos do texto e o sentido de oni-, a expressão “a onipresença da imagem” (l.22) deve ser interpretada, no texto, como a presença da imagem em todos os lugares e dimensões.
- 7.
A expressão “concepção triádica” (l. 18 e 19), extratextualmente, poderia também ser utilizada para representar a Santíssima Trindade, doutrina acolhida pela maioria das igrejas cristãs.
- 8.
As expressões latinas “in corpore” (l.31) e “in absentia” (l.32) são utilizadas, no texto, com sentido antitético.
Graciliano Ramos. In: Thiago Mio Salla (Org.). Garranchos/Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 138-9 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os próximos itens, relativos a aspectos gramaticais do texto de Graciliano Ramos.
- 9.
Os termos “escandalosamente” (l.8) e “bonito” (l.27) exercem, nas orações a que pertencem, a mesma função sintática.
- 10.
Dada a posição que ocupa na oração, o termo adverbial “Na literatura de ficção” (l.7) deveria estar isolado por vírgula, se atendido o rigor gramatical.
- 11.
A expressão “toda essa gente” (l.41) retoma o complemento do adjetivo “cheias” no segmento de sentido conotativo “cheias de nomes novos” (l.40).
- 12.
O termo “de outras terras” (l.4) especifica os três núcleos do complemento do verbo “reproduzir” (l.3) — “língua”, “ideias” e “vida”.
Josué Montello. Mestre Celso Cunha. In: Cilene da Cunha Pereira, Paulo Roberto Dias Pereira (Orgs.). Miscelânea de estudos linguísticos, filológicos e literários in memoriam Celso Cunha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 57-8 (com adaptações).
Com relação a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os próximos itens.
- 13.
Os elementos semântico-sintáticos do fragmento de texto apresentado são insuficientes para se depreender a referência da expressão “mestre das Lições de Português” (l.7).
- 14.
Em razão do arranjo sintático na expressão “na geração anterior à nossa” (l.2), torna-se obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase, apesar de esta preceder um pronome possessivo.
- 15.
Na oração ‘como lhes aprouver’ (l.20), foi empregada uma forma flexionada do verbo aprazer, cujo radical é o mesmo que o do adjetivo aprazível, de uso corrente na atualidade.
- 16.
O emprego da expressão explicativa “Ou seja” (l.3) no início de período revela que, em 1995, ano de publicação do texto, já estava em curso essa variante sintática — substituição da vírgula que deveria isolar essa expressão por ponto final —, a qual só recentemente foi abonada nas gramáticas normativas, desde que, no período assim construído, esteja explícita a oração principal.
Lúcio Cardoso. Diário completo. Rio de Janeiro: INL, 1970, p. 194-5 (com adaptações).
Com base nas ideias desenvolvidas no texto acima, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 17.
No texto, não há qualquer evidência de que o narrador, possivelmente mais idoso que as demais pessoas que o acompanham, seja usuário do produto descrito.
- 18.
Ao mencionar que o produto Kelene provoca “toda uma melodia secreta de delírios fúnebres” (l. 16 e 17) e “alvorecer em êxtase” (l.17), o narrador salienta sensações paradoxais relacionadas à morte e à vida, respectivamente.
- 19.
O narrador informa que o produto Kelene raramente é utilizado em tratamento psiquiátrico.
- 20.
O texto evoca o estranhamento do narrador em relação a jovens que não teriam qualquer razão perceptível para usar Kelene, bem como ao fato de que nenhum dos jovens ofereceu-lhe o anestesiante.
Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto anterior, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 21.
Infere-se do texto que uma das características marcantes da pós-modernidade é a valorização do referente, no contexto das representações do real.
- 22.
O Brasil, segundo o autor do texto, é um dos países que poderá resolver a oposição entre espetáculo e simulacro, uma vez que “já tem a sua história” (l. 60 e 61).
- 23.
O autor do texto comenta que teóricos modernos da pós-modernidade valorizam a noção de simulacro. Esses mesmos teóricos passam a dirigir críticas à noção de espetáculo (que ocorre, por exemplo, em museus).
- 24.
Ao comentar a distinção entre espetáculo e simulacro, o autor demonstra, com base em analistas do tema, como a pós-modernidade se manifesta de modo evidente por meio de uma cultura de espetáculo a ser usufruída pela sociedade.
Em setembro de 1916, Fernando Pessoa pensava que o n.º 3 da revista Orpheu ainda poderia vir à luz. E, de fato, chega a entrar no prelo, imprimindo-se apenas algumas folhas. No sumário, como se depreende da carta a Cortes Rodrigues de 4 desse mês, deveriam figurar poemas ingleses do profeta do “supra-Camões” e “colaboração variada” do seu “velho e infeliz amigo Álvaro de Campos”. Vale a pena reparar nos adjetivos deploradores que o poeta junta, nessa data, ao nome do seu heterônimo dileto. Parece-me ser-nos lícito pensar que nesta altura já Álvaro de Campos dá indícios de “velhice” e “infelicidade”, ou seja, que Álvaro de Campos começa a despir a pele que lhe vestiram e, pelo menos como poeta, a tomar consciência de que a mistificação “sensacionisto-futurista” lhe não assenta bem. Daí que ao Fernando Pessoa não de todo desenganado dos “ismos” e ao mesmo Álvaro de Campos doutrinário, o Álvaro de Campos poeta se lhes entremostre “velho” e “infeliz”.
Seja como for, o certo é que em setembro de 1916, Pessoa, que se tem por “reconstruído” nessa altura, parece decidido a “fazer uma grande alteração na (sua) vida” como confidencia ao amigo micaelense: “vou tirar o acento circunflexo do meu apelido”. Realmente, “Pessôa” aparecera sempre, até então, ortografado com acento circunflexo. Grande alteração na vida: “Pessoa” iria passar a ser ortografado sem esse inútil apêndice! Sempre à beira do paradoxo e da boutade, Fernando Pessoa não perde a ocasião de ir além de si mesmo — de se mistificar a si próprio. Era então o momento de tomar tão grave medida. Com efeito, tendo apenas publicado com o seu verdadeiro nome, a esta data, além das Impressões do Crepúsculo, uns versos mais, o fato de ir publicar agora na Orpheu dois poemas ingleses — “muito indecentes, e, portanto, impublicáveis em Inglaterra” — levava-o a achar melhor “desadaptar-se” de uma partícula que lhe prejudicava a projeção cosmopolita do nome.
Como a Orpheu 3 não chega, porém, a vir à luz, Fernando Pessoa sem circunflexo tem de esperar pela publicação da revista Centauro, lançada em fins de 1916 (Outubro–Novembro–Dezembro), para aparecer, de fato, como autor dos Passos da Cruz.
Pormenor chistoso, boutade do incansável mistificador Fernando Pessoa, esta “desadaptação” ao circunflexo corresponde, todavia, a qualquer coisa mais importante do que parece. O poeta de Gládio atinge por esta altura a sua maioridade poética.
João Gaspar Simões. Vida e obra de Fernando Pessoa. Lisboa: Livraria Bertrand, 1981, 5.ª edição, p. 393-4 (com adaptações).
A respeito das ideias desenvolvidas no texto acima, julgue (C ou E) os itens subsecutivos.
- 25.
No texto, o autor informa que o abandono do acento circunflexo no sobrenome representou, para o poeta português, uma revolução estética considerável, que faria do autor de Passos da Cruz um escritor muito mais vanguardista do que antes.
- 26.
Fernando Pessoa escreveu poemas que não poderiam jamais ser traduzidos para a língua inglesa, uma vez que na Inglaterra aqueles mesmos poemas seriam considerados muito indecentes.
- 27.
Do texto, cujo autor afirma que Fernando Pessoa não conseguiu ver impressos os seus poemas no número 3 da revista Orpheu, mesmo porque aquela edição acabou não sendo publicada, não se pode inferir o motivo da não publicação da revista.
- 28.
Segundo o autor do texto, durante todo o tempo em que utilizou o acento circunflexo no sobrenome, o poeta português estava sendo paradoxal e querendo provocar humor por conta daquele erro de acentuação.
M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens a seguir, a respeito de elementos coesivos e do vocabulário do texto de M. Said Ali.
- 29.
Em textos contemporâneos, a expressão “por ventura” (l.15) tem como variante o vocábulo porventura, cujo sentido equivale a talvez.
- 30.
O vocábulo “inveterados” (l.35) foi empregado como sinônimo de obsoletos, podendo ser substituído por essa palavra sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto.
- 31.
As formas verbais “sucumbe” (l.25) e “desterrando” (l.42), que poderiam ser corretamente substituídas, respectivamente, por não resiste e livrando-se de, foram assim empregadas no texto: a primeira, em sentido denotativo, e a segunda, em sentido conotativo.
- 32.
Na linha 17, a expressão “os diversos períodos” refere-se não só à oposição entre português antigo e moderno, mas também aos períodos que compõem o português moderno, como o seiscentista, o setecentista e até o do português hodierno.
Clarice Lispector. A cidade sitiada. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 15-6.
Com referência às ideias e às estruturas do texto acima, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 33.
A relação estabelecida entre as duas primeiras orações do segundo período do texto expressa a proporcionalidade da mudança em curso no subúrbio de S. Geraldo.
- 34.
No primeiro período do texto, Clarice Lispector, em linguagem figurada, refere-se ao contexto híbrido do subúrbio de S. Geraldo na década de 20 do século passado, resultante da chegada do progresso.
- 35.
Sem prejuízo para o sentido da oração “que transformação os atingia” (l.5), a autora poderia ter optado pelo emprego do artigo a logo após o termo “que”, empregado como conjunção integrante.
- 36.
Os segmentos “um automóvel impaciente buzinava” (l.8) e “entre os caminhões que pediam passagem” (l. 10 e 11) expressam a mesma figura de linguagem.
Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. R i o d e J a n e i r o : R e c o r d , 2 0 1 4 , p . 1 1 9 - 2 0 .
A respeito da linguagem e do vocabulário empregados no texto anterior, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 37.
No terceiro parágrafo, o repórter abandona a narrativa e, sem intervir, reproduz, em discurso direto, o relato de Graciliano Ramos acerca da produção de Vidas Secas.
- 38.
Embora contenha trechos de fala, o texto está isento de coloquialismo.
- 39.
No primeiro parágrafo, o emprego, em sentido figurado, do substantivo “calor” (l.4) e da forma verbal “morrem” (l.8) contribuiu para a expressividade da linguagem dos segmentos em que esses vocábulos se inserem.
- 40.
Depreende-se que a qualidade de “explicativa” (l.6), atribuída à letra de Graciliano Ramos pelo autor do texto, foi empregada com o sentido de clara, legível, inteligível.
M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações).
Cada um dos itens subsequentes apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto de M. Said Ali, que deve ser julgada certa se estiver devidamente pontuada e gramaticalmente correta e mantiver as informações do texto, ou errada, em caso contrário.
- 41.
“Decorrem muitos anos, até que por fim a linguagem literária, não vendo razão para enjeitar o que todo o mundo diz, se decide a aceitar a mudança também.” (l. 27 a 30): Passa-se muito tempo, até que a linguagem literária, finalmente, por não encontrar motivo para repelir aquilo que todas as pessoas falam, resolve anuir à alteração também.
- 42.
“Mas os escritores antigos evitavam afastar-se da prática recebida de seus avós e, posto que muitas concessões tivessem de fazer ao uso para serem entendidos, propendiam mais a utilizar-se de recursos artificiais que dessem ao estilo certo ar de gravidade e acima do vulgar.” (l. 43 a 47): Porém os escritores antigos furtavam-se a distanciar-se do uso adquirido de seus avós e, uma vez que diversas transigências se tivesse de fazer à prática a fim de serem compreendidos, inclinavam-se mais a empregar meios factícios que imprimissem ao seu modo de escrever alguma mostra de sobriedade e superior ao popular.
- 43.
“Surge a inovação, formulada acaso por um ou poucos indivíduos; se tem a dita de agradar, não tarda a generalizar-se o seu uso no falar do povo.” (l. 22 a 24): A novidade aparece, criada, talvez, por uma ou algumas pessoas; se elas tem a sorte de satisfazer o povo, não demora a propagar-se a utilização na fala.
- 44.
“Neste ponto, nunca será a linguagem escrita, dada a sua tendência conservadora, espelho fiel do que se passa na linguagem falada.” (l. 19 a 22): A linguagem escrita nesse aspecto jamais será cópia exata àquilo que ocorre na linguagem oral, por sua propensão tradicionalista.
Francisco de Assis Barbosa. Graciliano Ramos, aos cinquenta anos. Reportagem biográfica. In: jornal Diretrizes, Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional RJ, 1942. Apud: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (Orgs.). Conversas – Graciliano Ramos. 3.ª ed. R i o d e J a n e i r o : R e c o r d , 2 0 1 4 , p . 1 1 9 - 2 0 .
Julgue (C ou E) os próximos itens, a propósito das ideias e de aspectos morfossintáticos do texto de Francisco de Assis Barbosa.
- 45.
A supressão da vírgula empregada logo após “livro” (l.17) atenderia às normas gramaticais, porém violaria a coerência do texto.
- 46.
Depreende-se do texto que poucas vezes Graciliano Ramos escreveu de chofre, mas quando o fez, reescreveu tudo depois, ao passar a limpo, e é por isso que, para ele, escrever era muito trabalhoso.
- 47.
As informações e a correção gramatical do texto seriam preservadas, caso a conjunção aditiva “E” (l. 5 e 16) fosse grafada em minúscula; o ponto final que a antecede fosse substituído por vírgula; e, apenas na ocorrência da linha 5, essa conjunção fosse seguida de vírgula.
- 48.
O trecho “A vida de Graciliano Ramos está sempre presente na sua obra, no que ela tem de mais humano e doloroso.” (l. 24 e 25) poderia ser reescrito, sem prejuízo das informações originais do texto e de sua correção gramatical, da seguinte forma: Está sempre presente na obra de Graciliano Ramos aquilo que, na sua vida, é mais humano e doloroso.
M. Said Ali. Prólogo da Lexeologia do português histórico, 1.ª ed. 1921. In: Gramática histórica da língua portuguesa. 8.ª ed. rev. e atual. por Mário Eduardo Viaro. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2001, p. 17-8 (com adaptações).
Acerca das ideias do texto de M. Said Ali, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 49.
Infere-se do desenvolvimento das ideias no segundo parágrafo do texto que pessoas instruídas inicialmente rejeitam uma inovação na língua; entretanto, passado algum tempo, incorporam-na à escrita, de forma refletida, assim como à linguagem empregada nos relacionamentos íntimos e no cotidiano.
- 50.
Depreende-se do texto que, nas crônicas escritas em português moderno, a linguagem, fortalecida e renovada, atingiu seu mais alto grau de aperfeiçoamento e estilo.
- 51.
As noções de tempo “hodierno” (l.13), “atual” (l.14) e “recentemente” (l.14) têm como referência o século XX.
- 52.
Segundo o autor, os escritores portugueses, tendo adotado, após 1500, o falar comum da gente instruída em suas obras literárias, refinando-o, atingiram seu intento de transformar a língua oral e reformar o português antigo.
Manoel de Barros. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 49.
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos ao poema de Manoel de Barros.
- 53.
O uso da função fática da linguagem na oração “palavra aceita tudo” (v.5) ressalta o didatismo que permeia o poema.
- 54.
O último verso do poema — “As antíteses congraçam” — resume o que a própria composição dos demais versos demonstra.
- 55.
As palavras “inconexo” (v.1) e “absurda” (v.3) foram formadas pelo mesmo processo de derivação, que resulta em mudança de categoria gramatical de um vocábulo, sem que haja alteração morfológica.
- 56.
No trecho “E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso” (v.6), a omissão da vírgula necessária para isolar a oração adjetiva explicativa introduzida pelo pronome “que” é desvio da norma gramatical circunscrito à denominada licença poética.
Quer responder e ver o gabarito comentado?
Na Lumen você marca Certo ou Errado, vê o gabarito e o comentário de cada item, acompanha seu desempenho por matéria e estuda pelo edital verticalizado.
Cadastre-se