Economia — CACD 2009
CESPE/UnB · CACD – 1ª fase (TPS) · 55 itens · julgue cada item como Certo ou Errado
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Cadastre-seEm uma pequena economia, inicialmente, sem relações comerciais com o resto do mundo, certo consumidor dispunha de renda de R$ 36 e tinha preferências distribuídas entre dois bens: 1 e 2. A restrição orçamentária do referido consumidor é descrita, no gráfico acima, pela curva AB, cujos eixos representam quantidades (em unidades) dos bens 1 e 2. Posteriormente, em razão da eliminação de barreiras ao comércio, o consumidor se deparou com novas possibilidades de consumo, representadas no triângulo ABC. Considerando a situação hipotética apresentada e supondo que esse consumidor, sempre maximizando sua utilidade, escolhesse consumir 3 e 4 unidades do bem 1, respectivamente, antes e depois da abertura da economia, julgue o item a seguir.
- 1.
A diferença entre as quantidades do bem 2 consumidas depois e antes da abertura e a proporção entre os preços do bem 2 depois e antes da abertura são, respectivamente, 1 e 2/3
- 2.
A diferença entre as quantidades do bem 2 consumidas depois e antes da abertura e a proporção entre os preços do bem 2 depois e antes da abertura são, respectivamente, 1 e 1/3
- 3.
A diferença entre as quantidades do bem 2 consumidas depois e antes da abertura e a proporção entre os preços do bem 2 depois e antes da abertura são, respectivamente, 3 e 1/3
- 4.
A diferença entre as quantidades do bem 2 consumidas depois e antes da abertura e a proporção entre os preços do bem 2 depois e antes da abertura são, respectivamente, 1 e 1
- 5.
A diferença entre as quantidades do bem 2 consumidas depois e antes da abertura e a proporção entre os preços do bem 2 depois e antes da abertura são, respectivamente, 3 e 2/3
Considere uma pequena economia com as curvas, abaixo representadas, da oferta e da demanda internas de certo bem internacionalmente comercializado ao preço de R$ 14. Considere, ainda, que o governo cogite aplicar cada uma ou uma combinação das seguintes medidas de política comercial afetas ao bem: livre comércio, apoio ao produtor mediante subsídios à produção ou imposição de quota de importação ou de tarifa de importação.
Com base nessas condições hipotéticas, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 6.
Caso o governo imponha apenas uma quota de importação de 2 mil unidades do referido bem, a parte da demanda atendida pela oferta interna será superior, em mil unidades, à parte provida pela importação.
- 7.
Em livre-comércio com o resto do mundo, sem qualquer intervenção do governo, o preço do bem em equilíbrio seria de R$ 26, e a demanda do bem, na referida economia, equivaleria a 4 mil unidades.
- 8.
Caso o governo imponha apenas uma tarifa específica de importação, equivalente a R$ 6 por unidade importada, serão importadas 4 mil unidades, e o preço do bem em equilíbrio será de R$ 14.
- 9.
Caso o governo opte por manter o livre-comércio e, ao mesmo tempo, por apoiar o produtor doméstico mediante a provisão de subsídios específicos à produção doméstica equivalentes a R$ 12 por unidade, a demanda total será de 6 mil unidades, e a parte produzida internamente, 2 vezes superior à parte importada.
Para produzir Q unidades de certo bem, uma firma arca sempre com um custo fixo (CF) de R$ 100, além de um custo variável (CV) que depende da quantidade produzida, sendo marginalmente crescente e assim definido: CV = 2Q². Nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
- 10.
O custo médio total (CMT) da firma na produção de 10 unidades é igual a R$ 12.
- 11.
O custo médio total (CMT) da firma na produção de 10 unidades é igual a R$ 30.
- 12.
O custo médio total (CMT) da firma na produção de 10 unidades é igual a R$ 50.
- 13.
O custo médio total (CMT) da firma na produção de 10 unidades é igual a R$ 100.
- 14.
O custo médio total (CMT) da firma na produção de 10 unidades é igual a R$ 20.
Uma pequena economia apresenta demanda interna por certo bem descrita por Q = 1000 − 25 P, em que Q e P representam, respectivamente, quantidade (número de unidades) e preço do bem (em R$). Quando não há intercâmbio comercial com o resto do mundo, são consumidas 250 unidades do bem, entendendo o governo ser a oferta interna do bem insuficiente para permitir a satisfação de uma demanda potencialmente maior, haja vista que o preço praticado internacionalmente, no valor de R$ 10, é inferior ao observado no país. Nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
- 15.
Para atender a uma demanda de 650 unidades, o governo deveria aplicar tarifa ad valorem de importação correspondente a 50%.
- 16.
Para atender a uma demanda de 650 unidades, o governo deveria aplicar tarifa ad valorem de importação correspondente a 40%.
- 17.
Para atender a uma demanda de 650 unidades, o governo deveria aplicar tarifa ad valorem de importação correspondente a 10%.
- 18.
Para atender a uma demanda de 650 unidades, o governo deveria aplicar tarifa ad valorem de importação correspondente a 20%.
- 19.
Para atender a uma demanda de 650 unidades, o governo deveria aplicar tarifa ad valorem de importação correspondente a 30%.
A demanda agregada total (doméstica e externa) de uma economia aberta equivale ao seu produto interno bruto (PIB), sendo os seguintes os seus principais componentes: consumo, investimento, compras do governo e exportação líquida de bens e serviços. Supondo-se que essa economia gere um PIB anual de R$ 1 trilhão, mantenha uma taxa de investimento igual a 20% do PIB e que, nessa economia, o consumo e os gastos do governo sejam respectivamente 3,1 e 0,7 vezes superiores ao investimento, julgue o item a seguir.
- 20.
O saldo exportador dessa economia será de R$ 76 bilhões.
- 21.
O saldo exportador dessa economia será de R$ 38 bilhões.
- 22.
O saldo exportador dessa economia será de R$ 40 bilhões.
- 23.
O saldo exportador dessa economia será de R$ 102 bilhões.
- 24.
O saldo exportador dessa economia será de R$ 80 bilhões.
Em Formação Econômica do Brasil, Celso Furtado analisa os efeitos diretos e indiretos da crise de 1929 sobre a economia brasileira. Segundo o autor, a política de defesa do setor cafeeiro implementada no período teria favorecido a rápida recuperação da economia: “É, portanto, perfeitamente claro que a recuperação da economia brasileira que se manifesta a partir de 1933 não se deve a nenhum fator externo e sim à política de fomento seguida inconscientemente no país e que era um subproduto da defesa dos interesses cafeeiros”. Com relação à economia brasileira no período posterior à crise de 1929, julgue se a afirmativa a seguir é consistente com a análise de Celso Furtado acima resumida.
- 25.
Dificuldades de importação associadas à conjuntura de crise nos países industrializados impediram o crescimento da produção industrial brasileira nos anos 30 do século passado, retardando o processo de industrialização no Brasil.
- 26.
Os efeitos da política de defesa dos cafeicultores sobre o mercado cambial provocaram aumento na demanda dos brasileiros por bens produzidos internamente, incentivando o processo de substituição de importações na década de 30 do século passado.
- 27.
De acordo com Celso Furtado, a alta elasticidade-preço da demanda pelo café permitiu aumento das receitas dos cafeicultores, a despeito de queda substancial nos preços do café.
- 28.
A alta elasticidade-renda dos principais produtos brasileiros de exportação, associada à recuperação dos países industrializados, promoveu crescimento significativo dos saldos positivos na Balança Comercial brasileira a partir de 1936.
- 29.
As alterações na política de defesa do setor cafeeiro introduzidas a partir da crise de 1929 tiveram como principal objetivo manter relativamente estável a demanda agregada pelos bens produzidos internamente, evitando-se, assim, a acumulação de estoques indesejados e a consequente redução nos níveis de produção.
Com relação às políticas econômicas implementadas no Brasil, nos anos 90 do século XX, julgue o item a seguir.
- 30.
O diagnóstico da inflação que fundamentou o Plano Real atribuía a inflação corrente à indexação da economia e eximia o desajuste das contas públicas de qualquer responsabilidade nos aumentos de preços.
- 31.
Condições adversas no cenário internacional e dificuldades internas levaram o governo brasileiro a adotar, em 1999, o sistema de câmbio flutuante, o que aumentou o valor externo da moeda brasileira.
- 32.
Uma maior ênfase na abertura econômica do comércio internacional brasileiro e no processo de privatização de empresas estatais, durante o governo Collor, representou significativa mudança em relação às políticas implementadas na década anterior.
- 33.
O controle rígido de preços introduzido no início do governo Collor e mantido ao longo dos anos 1991-1994 mostrou-se um eficiente mecanismo de desaceleração da inflação no Brasil.
- 34.
A política cambial adotada no Brasil, durante a vigência do Plano Real, contribuiu para a manutenção de uma balança comercial equilibrada entre os anos 1995 e 1998.
Julgue (C ou E) os itens que se seguem, relativos a regimes cambiais.
- 35.
Em regime de câmbio fixo, o mercado define o valor da taxa de câmbio, e a autoridade monetária determina o nível das reservas internacionais do país.
- 36.
Em regime de câmbio fixo, a autoridade monetária tem poder limitado na determinação da política monetária.
- 37.
Em regime de câmbio flutuante, a oferta de divisas é determinada pelas exportações do país.
Item anulado pela banca
- 38.
Nos anos 90 do século XX, em alguns países da América Latina, foram usadas âncoras cambiais como instrumento de estabilização de preços.
Considere as condições de equilíbrio de mercados em concorrência perfeita, de um lado, e, de outro, de mercados sujeitos ao monopólio. Considere, também, que, em ambas as condições, os produtores visem ao lucro (L), que resulta da maximização do excedente da receita total (RT) em relação ao custo total da produção (CT). Considere, ainda, que, ao maximizar o lucro, os produtores levem em consideração, entre outras variáveis, o preço (P), a quantidade produzida (Q), a receita marginal (RMg) e o custo marginal (CMg). Com base nessas considerações, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 39.
Em ambas as condições citadas, os preços equivalem ao custo marginal.
- 40.
Em concorrência perfeita, o custo total médio (CT/Q) equivale ao custo marginal (CMg).
Item anulado pela banca
- 41.
Na condição de mercados sujeitos ao monopólio, a receita marginal (RMg) equivale ao custo marginal (CMg), ou seja, RMg = CMg.
- 42.
Em concorrência perfeita, o preço é igual à receita marginal, mas inferior ao custo marginal, ou seja, P = RMg < CMg.
No que se refere à industrialização brasileira antes da Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 43.
A desvalorização cambial provocada pela crise de 1929 encareceu as importações de máquinas e equipamentos, o que resultou em declínio considerável da produção da indústria brasileira na década de 30 do século XX.
- 44.
A produção industrial cresceu significativamente entre os anos 1915 e 1917 a despeito das dificuldades enfrentadas, pelo país, na importação de máquinas e equipamentos, em razão da Primeira Guerra Mundial.
- 45.
A crise de 1929 proporcionou maior influxo de investimentos estrangeiros no Brasil.
- 46.
Há consenso entre os historiadores econômicos a respeito dos efeitos favoráveis do encilhamento sobre a indústria brasileira.
Considerando a contabilidade do balanço de pagamentos do Brasil e das contas nacionais, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 47.
Remessas de máquinas e equipamentos de uma companhia estrangeira para sua filial no Brasil não precisam ser registradas no balanço de pagamentos, visto que tal operação não envolve entrada ou saída de divisas.
- 48.
Um deficit de 100 dólares na conta de transações correntes implica, necessariamente, a perda do mesmo valor nas reservas internacionais.
- 49.
A diferença entre a renda nacional bruta e a renda interna bruta é obtida por meio do somatório dos saldos da conta de renda e da conta de transferências unilaterais.
- 50.
Os juros registrados na conta de renda de transações correntes superavaliam os encargos da dívida externa brasileira, porque incorporam todos os gastos relacionados ao pagamento desses juros.
Graças ao crescimento acelerado dos preços na primeira metade dos anos 80 do século XX, o combate à inflação transformou-se em meta prioritária da política econômica do governo Sarney (1985- 1989), dando origem a três planos de estabilização consecutivos: o Plano Cruzado, o Plano Bresser e o Plano Verão. Os três planos mostraram-se incapazes de reduzir as taxas de inflação, que apresentaram variação negativa somente no ano de 1986. A taxa anual de crescimento dos preços, medida pelo IGP, praticamente dobrou de 1985 a 1987 e de 1987 a 1988. O fracasso desses planos tem sido atribuído, em especial, a interpretações errôneas e(ou) incompletas das verdadeiras causas da inflação. Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca dos planos econômicos citados.
- 51.
A política inflacionária do Plano Cruzado reduziu as expectativas de lucro dos empresários, provocando redução substancial na produção industrial com consequências adversas no nível de emprego.
- 52.
O diagnóstico da inflação que fundamentou o Plano Bresser atribuía a inflação em vigor não só à indexação geral da economia, mas também a um excesso de demanda. Com base nesse diagnóstico, o plano propunha tanto medidas políticas anti-inflacionárias ortodoxas quanto heterodoxas.
- 53.
O Plano Verão foi um plano estritamente ortodoxo de combate à inflação.
- 54.
O severo ajuste fiscal ocorrido em 1989 contribuiu para o relativo sucesso do Plano Verão. As taxas de inflação foram substancialmente reduzidas em 1990.
- 55.
Para os formuladores do Plano Cruzado, os aumentos de preço resultavam basicamente do excesso de oferta de moeda. Para reverter o processo inflacionário, avaliavam que a principal medida a ser tomada seria dotar o Banco Central de independência.
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