Decretada por D. João VI logo após a chegada da família real ao Brasil, a Abertura dos Portos rompeu o monopólio comercial que Portugal mantinha sobre a colônia havia séculos, permitindo que o Brasil comerciasse diretamente com nações amigas — na prática, principalmente com a Inglaterra. A medida foi resposta imediata ao bloqueio continental napoleônico e ao apoio britânico na fuga da corte, mas teve efeitos duradouros: acelerou a inserção do Brasil na economia internacional, favoreceu produtos ingleses em detrimento da indústria local (ainda incipiente) e preparou terreno para a assinatura de tratados ainda mais favoráveis à Inglaterra anos depois.